sexta-feira, 15 de julho de 2011

INDIGNAÇÃO

DEPUTADOS VOTAM CONTRA OS PROFESSORES



Professora Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa)


É com grande pesar que escrevo novamente sobre o assunto greve. Estamos de luto mais uma vez. Os deputados votaram contra os professores e a favor do PLC 0026/6/2011 do governo.


São milhares de professores que voltarão para a sala de aula com a auto-estima embaixo do pé, sem aumento e ainda com perda no Plano de Carreira, mas a categoria mostrou organização e voltará um dia, mais poderosa!


Ficamos indignados, com o resultado da votação, imaginando como que uma assembléia de 40 pessoas, derrubou uma assembléia de milhares de educadores catarinenses.


Será que eles esqueceram que somos eleitores também? Que temos famílias que votam também? E que no ano que vem vai ter eleições municipais? Muita gente pode esquecer os fatos negativos da política, mas os professores não vão esquecer os nomes dos 31 deputados. Alguns não votaram nem contra nem a favor, estes são os piores, que são covardes e fugiram para ficar em cima do muro e de bem com todos.


Quero fazer uma referência das da história política de outros tempos. Quero falar de Atenas como um bom exemplo de experiência política no início, antes da corrupção, pois depois que conheceram o poder, quem era contra eles e o questionavam tinham que beber cicuta, veneno este que o filósofo Sócrates teve que experimentar “porque corrompia a juventude”... e Sócrates era um tipo de professor, cinco séculos antes de Cristo!


Quero lembrar ainda do período feudal, onde os nobres faziam assembléias e decidiam o destino dos servos, de maneira incontestável às ações do soberano. Era um tipo de Sistema Capitalista, “muito selvagem”, que favorecia somente a burguesia.


Quero falar da Revolução Francesa, onde o conjunto de acontecimentos mudou o quadro político e social daquele país e a principal causa era contra os privilégios da nobreza e do clero. Esta revolução proclamou os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, para sempre!


A situação política em favor ou contra o povo depende muito de quem está no comando.


No Brasil, especialmente em Santa Catarina, a política em vez de melhorar piora. Estão querendo que volte a Ditadura, onde as leis são feitas e aprovadas em favor de uma minoria: Elite governamental e não de uma maioria: Uma categoria, por exemplo.


Entra político e sai político, fica cada vez pior a situação educacional. Tivemos uma década de garantias, como a nova constituição, a nova LDB, o ECA, etc...Mas neste novo milênio, só andamos para trás e perdemos tudo aquilo que conquistamos.


Como podemos trabalhar melhor, para elevar mais ainda o IDEB do Estado se estamos com baixos salários e nossos direitos não são respeitados nem garantidos?


Como poderemos fazer uma educação pública de qualidade, se o Estado não garante os recursos necessários para que isto aconteça? E prejudica ainda mais os Recursos Humanos?


Se a sociedade catarinense, nem os deputados entenderam nossas manifestações é uma pena, só nos resta formar cidadãos mais conscientes nas escolas, para que eles no futuro possam evitar este tipo de situação e busquem melhores soluções para os problemas da educação.


Precisamos formar políticos mais humanos e preocupados com as questões educacionais.


Agora os professores vão mostrar seu poder na sala de aula.


E por enquanto fica a indignação: "Até tu, Brutus?"

segunda-feira, 11 de julho de 2011


                                                          O COVARDE NUNCA COMEÇA

O FRACASSADO NUNCA TERMINA

O VENCEDOR NUNCA DESISTE


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crônica: E a greve continua...

E A GREVE CONTINUA...

Crônica postada também no Blog dos ATPs:
http://atpssc.blogspot.com/2011/07/e-greve-continua.html
ATP Rosilda Moroso (Sissa)- E.E.B.Prof Pedro da Ré - Criciúma

Os professores da Rede Estadual de SC decidiram continuar a greve, porque ainda não conseguiram fazer com que o Governo cumpra a Lei do Piso. Qualquer cidadão comum deve cumprir a lei, pagar seus impostos e que não são poucos, mas o governo que é o Poder Executivo, não respeita o Poder Judiciário, nem o Legislativo. Como poderemos falar de cidadania aos alunos, se temos exemplos como estes, onde o poder político é maior que os outros poderes. Parece-me que estamos de volta à ditadura militar! Falar de Democracia nem pensar. Tudo aquilo que aprendi na graduação sobre Filosofia e Sociologia e que transmiti aos meus alunos, caíram por terra?

Por outro lado, falando de cidadania nunca vimos na história deste Estado, tamanho exemplo. Os educadores acordaram! Nossa categoria que deve ser o exemplo para tantas outras, que passaram pelos bancos escolares, está se saindo melhor que encomenda, como deveria ser para todo sempre.

Parafraseando Moacir Pereira: “Esta greve é legítima, politizada, legalista, participativa, sensata, que conseguiu negociar a reivindicação das bases, em suas assembléias regionais e estaduais, me orgulha, porque além de lutar por direitos, denunciou o caos que está à escola pública catarinense, onde o professor não pode comer a merenda, onde faltam professores, onde não tem infra-estrutura física, necessária para uma educação de qualidade”.

Esta greve acordou muita gente, principalmente a imprensa que vem dando cobertura aos eventos dos educadores, que tem divulgado blogs onde todos possam “chorar as mágoas”, posso dizer que quem não estava ligado na tecnologia da Internet, agora está. Todos querem receber e mandar e-mail, todos querem ver os vídeos produzidos e postados, alguns querem fazer paródias de músicas, outros slides, outros registram por meio de máquinas digitais e colocam nas redes sociais. No mundo da informação, todos ficam sabendo em poucos segundos o que está acontecendo no mundo e em todos os lugares.

Esta greve tem mais lado positivo que negativo. Podemos encontrar agora uma categoria com auto-estima, mesmo com salários descontados ilegalmente, pois o governo deve muito mais do que tirou. E agora tem que devolver, conforme determinação da justiça, que feio!

Temos agora uma categoria que não tem idade, não tem tempo de serviço e não tem situação funcional, todos são funcionários públicos a serviço da educação estadual. Somos todos educadores sujeitos de direitos. Não adianta nenhum político em campanha dizer que a educação é prioridade, está gravado isto. E ficará na memória, a organização desta categoria. São milhares de servidores lutando por justiça e por reconhecimento de toda uma sociedade.

Não vamos esmorecer, tivemos uma ditadura de 21 anos, muitos morreram por causa deste tempo tenebroso e aprendemos muito com isto. Estamos sem aula há mais de um mês, com certeza quando voltarmos para as escolas será de cabeça erguida, com melhores salários e com mais ânimo para o trabalho pedagógico e isto está nas mãos e na decisão de poucos, como sempre!

É greve, é greve, até que o governo pague tudo que nos deve!!!