segunda-feira, 28 de novembro de 2011

QUEM AMA ABRAÇA



O real significado da palavra "respeitar" vem sendo perdido pelas pessoas. Respeitar é mais do que não ser indiferente, é um sentimento que diferentemente dos outros, pode existir através da sua vontade. Se você quiser, você respeita.

Talvez essa pequena palavra seja a solução para que muitas das brigas acabem em reconciliação. Ao invés de optar pela briga e pelo xingamento, que tal buscar a compreensão? A campanha "Quem ama, abraça" sugere uma idéia diferente: a substituição do desentendimento pelo abraço, e realça as consequências das tragédias.

A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil;

* Seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica;

* 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica;

* A cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no Brasil

Com o intuito de contribuir para o enfrentamento desta tragédia, lançaram a campanha Quem Ama Abraça, marcando os 30 anos do dia 25 de novembro - Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres e os 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A música foi especialmente composta por Gabriel Moura e Rogê, com direção musical de Guto Graça Mello. Dirigido por Denise Saraceni, o clipe contou com a participação de consagrados profissionais e de grandes nomes de nossa MPB que generosamente doaram à causa suas vozes e talentos. A campanha teve, ainda, o brilho da arte de 10 jovens artistas da Nami - Rede Feminista de Arte Urbana.

http://www.quemamaabraca.org.br/

domingo, 20 de novembro de 2011

Gentil do Orocongo - Dois anos que partiu...

Gentil com seu orocongo

Gentil Camilo Nascimento Filho, o Gentil do Orocongo, nasceu em Siderópolis em 1945, foi para Florianópolis ainda na infância morar na comunidade de Mont Serrat (conhecido como morro da bica d’água). Dedicou-se à pesca e apaixonou-se pelo som que vinha da casa vizinha, onde morava Raimundo, filho de um cabo-verdiano (do arquipélago africano de língua portuguesa). Era o orocongo. Gentil, que nunca estudou música aprendeu a tocar de ouvido e a fazer o próprio instrumento. Fabricou um orocongo a partir do repenique a pedido da Escola de Samba Copa Lord. Ele trabalhava como vigia numa escola básica estadual, na sua comunidade.


Quando não estava trabalhando na escola, tocava seu instrumento de origem africana, conforme o músico Marcelo Muniz, diretor de Música da Fundação Catarinense de Cultura, o orocongo se propagou pela África junto com a religião islâmica, mas não deu origem a nenhum instrumento moderno por ser muito sensível: rico em microtons sem sons intermediários. O som do orocongo assemelha-se ao choro humano. Na forma, parece um violino rústico. Com apenas uma corda, tocado por um arco e apoiado na altura do diafragma, o orocongo é confeccionado com a casca de coco ou com o fruto do porongo (também conhecido regionalmente por catuto). O braço é de madeira. Originalmente, a corda do arco era feita de crina de cavalo, e a do instrumento, de tripa. Cada orocongo é único, pois tem uma afinação distinta devido à forma de fabricação.

O repertório de Gentil do Orocongo era baseado na tradição oral das músicas de roda, do Terno de Reis, o Cambucí, Décimas, Xote, Baião e músicas da cultura açoriana. Gentil disse uma vez em um evento do SESC: "É uma satisfação a gente persistir por 40 anos num instrumento meio esquecido e de repente ser reconhecido". Na década de 80, Gentil tocou seu orocongo para a gravação de um CD-ROM "Vozes do Brasil", da editora Ática, e o som plangente do instrumento abre a faixa-título do disco "Vou Botar Meu Boi na Rua", do grupo Engenho.

O instrumentista era o único brasileiro que tocava o orocongo, o que tem lhe garantiu convites para se apresentar por todo o país em projetos diversos. Em 2003, O músico foi a atração de mais uma temporada do Circuito Catarinense de Música e em 2006, na terceira etapa do projeto Sonora Brasil do Sesc em Pernambuco, o músico Gentil do Orocongo e seu Conjunto, participaram do evento como atração musical e gravaram um cd na cidade. No mesmo ano, o público catarinense teve a oportunidade de ver Gentil do Orocongo, mais uma vez, tocando na programação inaugural de um Espaço Cultural, em um tributo a Cruz e Sousa. No ano de 2007, O cineasta Lur Gomez cruzou com aquela figura tão particular, tirando sons daquela única corda. Viu aquele homenzinho tocando na Felipe Schmidt e decidiu fazer um documentário sobre a fabricação do orocongo.

No dia 19 de novembro de 2009, morre aos 64 anos, devido complicações por causa da Diabete. Gentil passou um período internado, mas faleceu em casa. Amigos e conhecidos se despediram dele no Dia da Consciência Negra. O Brasil perdeu uma figura impar de SC, que ficava com seu exótico instrumento, no Mercado Público, que contavam a história da sua vida e da música, da cultura afro-brasileira e catarinense.

FONTE:
http://www.clicrbs.com.br/blog
http://www.sesc-pe.com.br/
http://www1.an.com.br/
http://www.floripacultura.com/
http://www.flickr.com/photos/marcelandrioli/page2/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coordenadores Pedagógicos de SC


Os Assistentes Técnicos Pedagógicos (ATPs) reunidos em Florianópolis, de 24 a 26 de outubro, durante o evento EDUCASUL 2011,  receberam nova denominação:  Coordenadores Pedagógicos, juntamente com os Especialistas da Educação (Supervisor, Orientador e Administrador escolar) formamos agora uma equipe pedagógica com mais força e união para lutar pelos  ideiais e melhoria de trabalho da nossa categoria. Esta foi a promessa do Secretário de Estado da Educação, com apoio de Gilda Mara Diretora da Educação Básica e Profissional da SED.

Esta nova associação tem um blog próprio para comunicação http://acpsc.blogspot.com/

ESTE EVENTO FOI O MEU PRESENTE DE ANIVERSÁRIO!
Sissa, Carla  e Fátima



sábado, 15 de outubro de 2011

Hoje é Dia dos Professores

                               “PROFESSOR (A)
SEU PAPEL É FUNDAMENTAL NA TEIA DA VIDA”



Queremos homenagear você professor (a), que ajuda a interligar os pólos que aparecem distantes, universos que parecem separados, realidades que parecem distintas.


Você que acredita no conhecimento e na sabedoria como instrumentos de formação.


Você que, com paciência e perseverança, talento e trabalho ajuda a preparar um novo futuro ao produzir, multiplicar e renovar, todo dia, a grande teia da vida.

A VIDA PRECISA DE INTELIGÊNCIA.                   A VIDA PRECISA DE SABEDORIA

A VIDA PRECISA DE ENERGIA.             A VIDA PRECISA DE RENOVAÇÃO.

                                     A VIDA PRECISA DE CUIDADO.

A VIDA PRECISA DE SENSIBILIDADE.                   A VIDA PRECISA DE BELEZA.

A VIDA PRECISA DE PERSPECTIVA.

A VIDA PRECISA DE EQUILIBRIO.                      A VIDA PRECISA DE SOLIDEZ.

                A VIDA PRECISA DE RESPEITO.              A VIDA PRECISA DE ABRIGO.

APRENDER A PRESERVAR ESTA TEIA QUASE INFINITA DE DIVERSAS FORMAS DE VIDA, É ACIMA DE TUDO, PRESTAR UMA HOMENAGEM DIÁRIA A NÓS MESMOS, EDUCADORES RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS.

Ajudar a entender a vida!
Pode existir trabalho mais importante do que este?

Fonte: Positivo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças

A História da Infância no Brasil

Sissa Moroso


O mundo todo tem um dia dedicado à criança. No Brasil esta data foi instituída através do Decreto nº 4.867 de 1924, idealizado pelo Deputado Federal Galdino do Valle Filho, que além de político, foi médico na cidade de Niterói/RJ. Mas somente em 1962 é que a data foi realmente comemorada, porque uma empresa de brinquedos, que é “estrela” fez uma promoção denominada Semana do Bebê Robusto e deste então, esta data é comemorada e quem ganha além da criançada é o comércio.
Sabemos que na história da infância, a criança nem sempre foi tratada como deveria. Foram necessárias muitas leis e campanhas, para que a criança fosse reconhecida e com necessidades diferenciadas.
A literatura mostra que na Idade Média a criança era considerada como um “adulto em miniatura”, tanto que vemos pelas fotos da época o traje das crianças e que também tinham que se comportarem como adultos. E em alguns países a criança era considerada como anjo e em outros era tratada com indiferença. A criança com defeito era assassinada, colocada na “roda dos enjeitados” ou ainda escondida da sociedade no caso de deficiências diversas.
No Brasil a primeira vez que a sociedade pensa na criança é em 1891, quando foi determinado num decreto, a proibição do trabalho infantil, como idade mínima de 12 anos.
Somente em 1927, quase quatro décadas depois, é promulgado no Brasil, o Código do Menor, que passa a ser um documento legal para proteção dos menores de 18 anos. Depois deste código que surgiu pela mobilização mundial pelos direitos das crianças, aconteceram outros fatos como: criação da ONU, da UNICEF e foi aprovada a Declaração dos Direitos Humanos no mundo, que revolucionou a forma de ver todas as pessoas como cidadã com seus direitos preservados.
No ano da Ditadura no Brasil foi criada a FUNABEM (Fundação do Bem Estar do Menor), mas sabemos que com ela veio a FEBEM e toda tortura possível às crianças e adolescentes menores infratores, assim como todos os adultos na época da repressão. Um marco importante em defesa da criança foi à criação da Pastoral da Criança em 1983, que pela coordenação da CNBB, através de um trabalho árduo, conseguem fazer a proteção integral e evitar a desnutrição do país, até os dias de hoje.
Com a abertura política, após a ditadura, veio a nova constituição de 88, a nova LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), pudemos ver então, as mudanças e a execução de ações em favor da educação, do lazer e da saúde sempre pensando no bem dos “menores” – termo descartado em todos os documentos atuais depois do Código do Menor. A palavra agora é ECA, que para muitos parece mesmo uma “eca”. Mas na verdade foi instituído para que as crianças e os adolescentes tivessem realmente seus direitos garantidos.
Para que todos os cidadãos sejam sujeitos de direitos e principalmente as crianças, não são necessárias mais leis e decretos, são necessárias Políticas Públicas em favor dos brasileiros, para que todos tenham emprego e salário justo, para não precisar dar Bolsa Família para garantir alimento e educação para as crianças; Precisamos que todos os educadores sejam valorizados e bem remunerados, para que a educação seja de qualidade. Precisamos que o Conselho Tutelar tenha condições de trabalho e que não precise ser acionado, para os pais mandarem as crianças para e escola. Precisamos que os políticos pensem no bem estar das crianças do Brasil e não do seu próprio bem estar e de seus filhos. Que no setor da saúde tenha uma boa gestão, para garantir uma vida mais saudável para todos, principalmente na área da proteção ao uso indevido de drogas, porque o crack está matando nossas crianças!
Que a mãe de Jesus Cristo, Maria, Padroeira do Brasil, e que sofreu perseguições e más condições por causa da má política e do preconceito, proteja todas as pessoas que administram o dinheiro público, para que ele seja bem aplicado, para que ninguém mais tenha que dar à luz a uma criança em uma estrebaria.

domingo, 21 de agosto de 2011

Independência ou Morte?



INDEPENDÊNCIA OU MORTE? (Crônica publicada no Jornal da Manhã - 06 e 07/09/2011

Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa)

No dia 07 de setembro o Brasil estará comemorando 189 anos de “liberdade no horizonte” da “Pátria mãe gentil”, conforme relata as ordens indiretas do nosso hino da independência musicado pelo imperador Dom Pedro I, mas há quem questione essa autoria. Como neste país “nada se cria, tudo se copia”, porque não plagear um hino? O país que já começou com um jeitinho aqui outro acolá, só podia dar no que deu: o país da corrupção.

Na história deste país sempre “houve mão mais poderosa” que zombou de nós, roubou o ouro e toda riqueza desta nação, mas há quem continue fazendo esta arte, a mais de 500 anos e como dizem os adolescentes: “Não dá nada”.

Mas é “Brava gente” o brasileiro que ainda é servil, serve pra trabalhar, serve pra fazer a Ordem e o Progresso, conforme pregava o Positivismo, ô povo positivista e conformista.

Nosso feriado terá desfile cívico, como se todos os brasileiros fossem patriotas! Mas nem na escola estamos conseguindo fazer civismo. Ainda hoje encontrei num site governamental a seguinte frase: “A independência é construída a cada dia como nosso compromisso por uma educação melhor”. Fico admirada de encontrar frases tão bem elaboradas, mas que na prática nada é feito para melhorar a educação pública deste país, a começar pela falta de respeito com os profissionais da educação. Enquanto uns escrevem e fazem leis tão bonitas, outros fazem de tudo pra que as mesmas não sejam compridas, como a lei do piso, por exemplo.

O que temos para comemorar nesta data? Somos independentes de que ou de quem? Todos os brasileiros têm emprego, casa própria, saneamento básico, saúde e educação? E os problemas ambientais estão resolvidos? Somos “Gigantes pela própria natureza”! Num país que precisa fazer Reserva Legal, porque estão desmatando tudo? Quem tem que dar conta disto são os latifundiários e não os pequenos produtores rurais, que alimentam o país de norte a sul. E quem levou o nosso pau-brasil? Não vai pagar?

No hino nacional, encontramos outras pérolas da época, assim como “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”, mas sabemos que Dom Pedro nem passou perto daquele rio e que estava com dor de barriga naquele momento da história, retratada em tela por artista que copiou uma tela da batalha de Napoleão, ôpa outro plágio! Nossa história é inventada e criada por contos imaginários!!!

Enquanto o povo trabalhador rala pra sustentar sua família, tem um grupo de pessoas que está: “Deitado em berço esplêndido”. Não temos mais reinado, mas tem muita gente que pensa que é rei, ou tem o “rei na barriga”, não sei.

Não quero fazer apologia contra nossos hinos, que são necessários e tão poéticos, mesmo em forma de orações inversas, mostram a riqueza do país e os valores das pessoas e suas qualidades morais. Mas não podemos viver de “paz no futuro e glória no passado”, porque a verdadeira história tem que ser repassada na escola, para que não tenhamos pessoas medíocres que acreditam em tudo e que acham que as coisas são pré-estabelecidas e não podem ser modificadas.

Nossos jovens são apáticos e indiferentes aos problemas sociais. Nossos idosos não são respeitados como deveriam, os políticos preferem investir em campo de futebol, do que em educação e esporte. Os educadores não são valorizados pela sociedade e a escola passou a ser um local de passagem e não de estudo.

Cada vez que chega as datas comemorativas: dia da pátria, dia da bandeira, dia da república, vai me dando um coceirinha danada e tenho que escrever, pelo menos pra repassar um pouco a minha indignação! Estas datas servem para refletir e não apenas para comemorar ou fazer feriado.

Gostaria como educadora que “nenhum filho fuja da luta” que todos saibam fazer a verdadeira cidadania, porque ser cidadão e patriota é muito difícil nestes tempos, onde todos querem levar vantagem em tudo, onde a ética fica em segundo plano. Desejo ainda “que a justiça seja uma clava forte” para todos e não para alguns privilegiados.

Se todos os brasileiros soubessem o verdadeiro significado dos seus símbolos e que servissem de inspiração todos os dias, com certeza, “O Brasil por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser, um dia!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

INDIGNAÇÃO

DEPUTADOS VOTAM CONTRA OS PROFESSORES



Professora Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa)


É com grande pesar que escrevo novamente sobre o assunto greve. Estamos de luto mais uma vez. Os deputados votaram contra os professores e a favor do PLC 0026/6/2011 do governo.


São milhares de professores que voltarão para a sala de aula com a auto-estima embaixo do pé, sem aumento e ainda com perda no Plano de Carreira, mas a categoria mostrou organização e voltará um dia, mais poderosa!


Ficamos indignados, com o resultado da votação, imaginando como que uma assembléia de 40 pessoas, derrubou uma assembléia de milhares de educadores catarinenses.


Será que eles esqueceram que somos eleitores também? Que temos famílias que votam também? E que no ano que vem vai ter eleições municipais? Muita gente pode esquecer os fatos negativos da política, mas os professores não vão esquecer os nomes dos 31 deputados. Alguns não votaram nem contra nem a favor, estes são os piores, que são covardes e fugiram para ficar em cima do muro e de bem com todos.


Quero fazer uma referência das da história política de outros tempos. Quero falar de Atenas como um bom exemplo de experiência política no início, antes da corrupção, pois depois que conheceram o poder, quem era contra eles e o questionavam tinham que beber cicuta, veneno este que o filósofo Sócrates teve que experimentar “porque corrompia a juventude”... e Sócrates era um tipo de professor, cinco séculos antes de Cristo!


Quero lembrar ainda do período feudal, onde os nobres faziam assembléias e decidiam o destino dos servos, de maneira incontestável às ações do soberano. Era um tipo de Sistema Capitalista, “muito selvagem”, que favorecia somente a burguesia.


Quero falar da Revolução Francesa, onde o conjunto de acontecimentos mudou o quadro político e social daquele país e a principal causa era contra os privilégios da nobreza e do clero. Esta revolução proclamou os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, para sempre!


A situação política em favor ou contra o povo depende muito de quem está no comando.


No Brasil, especialmente em Santa Catarina, a política em vez de melhorar piora. Estão querendo que volte a Ditadura, onde as leis são feitas e aprovadas em favor de uma minoria: Elite governamental e não de uma maioria: Uma categoria, por exemplo.


Entra político e sai político, fica cada vez pior a situação educacional. Tivemos uma década de garantias, como a nova constituição, a nova LDB, o ECA, etc...Mas neste novo milênio, só andamos para trás e perdemos tudo aquilo que conquistamos.


Como podemos trabalhar melhor, para elevar mais ainda o IDEB do Estado se estamos com baixos salários e nossos direitos não são respeitados nem garantidos?


Como poderemos fazer uma educação pública de qualidade, se o Estado não garante os recursos necessários para que isto aconteça? E prejudica ainda mais os Recursos Humanos?


Se a sociedade catarinense, nem os deputados entenderam nossas manifestações é uma pena, só nos resta formar cidadãos mais conscientes nas escolas, para que eles no futuro possam evitar este tipo de situação e busquem melhores soluções para os problemas da educação.


Precisamos formar políticos mais humanos e preocupados com as questões educacionais.


Agora os professores vão mostrar seu poder na sala de aula.


E por enquanto fica a indignação: "Até tu, Brutus?"

segunda-feira, 11 de julho de 2011


                                                          O COVARDE NUNCA COMEÇA

O FRACASSADO NUNCA TERMINA

O VENCEDOR NUNCA DESISTE


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crônica: E a greve continua...

E A GREVE CONTINUA...

Crônica postada também no Blog dos ATPs:
http://atpssc.blogspot.com/2011/07/e-greve-continua.html
ATP Rosilda Moroso (Sissa)- E.E.B.Prof Pedro da Ré - Criciúma

Os professores da Rede Estadual de SC decidiram continuar a greve, porque ainda não conseguiram fazer com que o Governo cumpra a Lei do Piso. Qualquer cidadão comum deve cumprir a lei, pagar seus impostos e que não são poucos, mas o governo que é o Poder Executivo, não respeita o Poder Judiciário, nem o Legislativo. Como poderemos falar de cidadania aos alunos, se temos exemplos como estes, onde o poder político é maior que os outros poderes. Parece-me que estamos de volta à ditadura militar! Falar de Democracia nem pensar. Tudo aquilo que aprendi na graduação sobre Filosofia e Sociologia e que transmiti aos meus alunos, caíram por terra?

Por outro lado, falando de cidadania nunca vimos na história deste Estado, tamanho exemplo. Os educadores acordaram! Nossa categoria que deve ser o exemplo para tantas outras, que passaram pelos bancos escolares, está se saindo melhor que encomenda, como deveria ser para todo sempre.

Parafraseando Moacir Pereira: “Esta greve é legítima, politizada, legalista, participativa, sensata, que conseguiu negociar a reivindicação das bases, em suas assembléias regionais e estaduais, me orgulha, porque além de lutar por direitos, denunciou o caos que está à escola pública catarinense, onde o professor não pode comer a merenda, onde faltam professores, onde não tem infra-estrutura física, necessária para uma educação de qualidade”.

Esta greve acordou muita gente, principalmente a imprensa que vem dando cobertura aos eventos dos educadores, que tem divulgado blogs onde todos possam “chorar as mágoas”, posso dizer que quem não estava ligado na tecnologia da Internet, agora está. Todos querem receber e mandar e-mail, todos querem ver os vídeos produzidos e postados, alguns querem fazer paródias de músicas, outros slides, outros registram por meio de máquinas digitais e colocam nas redes sociais. No mundo da informação, todos ficam sabendo em poucos segundos o que está acontecendo no mundo e em todos os lugares.

Esta greve tem mais lado positivo que negativo. Podemos encontrar agora uma categoria com auto-estima, mesmo com salários descontados ilegalmente, pois o governo deve muito mais do que tirou. E agora tem que devolver, conforme determinação da justiça, que feio!

Temos agora uma categoria que não tem idade, não tem tempo de serviço e não tem situação funcional, todos são funcionários públicos a serviço da educação estadual. Somos todos educadores sujeitos de direitos. Não adianta nenhum político em campanha dizer que a educação é prioridade, está gravado isto. E ficará na memória, a organização desta categoria. São milhares de servidores lutando por justiça e por reconhecimento de toda uma sociedade.

Não vamos esmorecer, tivemos uma ditadura de 21 anos, muitos morreram por causa deste tempo tenebroso e aprendemos muito com isto. Estamos sem aula há mais de um mês, com certeza quando voltarmos para as escolas será de cabeça erguida, com melhores salários e com mais ânimo para o trabalho pedagógico e isto está nas mãos e na decisão de poucos, como sempre!

É greve, é greve, até que o governo pague tudo que nos deve!!!

domingo, 29 de maio de 2011

CRÔNICA - Greve dos professores em SC

A REALIDADE DA ESCOLA PÚBLICA  


 Rosilda Moroso (Sissa)

A professora de História foi dormir a meia noite, pois estava corrigindo prova, preparando aula e pensando numa desculpa para o marido, por causa da tripla jornada. Aproveitou o pouco tempo que tinha e colocou a roupa na máquina e botou o arroz para cozinhar, para o dia seguinte.

Os professores levam trabalho para a casa todos os dias. Suas famílias às vezes são esquecidas!

O professor de Matemática acordou cedo pra fazer as contas e dividir os poucos bens, porque a esposa pediu o divórcio. Ela não agüentou a falta do esposo em casa, também 60 horas semanais e o dinheiro? Faltando sempre!

Os poucos professores homens, são ainda uns lutadores nesta profissão, daqui a pouco não teremos nem professores, nem professoras.

A professora de Língua Portuguesa, procurando nos livros novos exercícios de gramática e aproveitou sua pesquisa na Internet, para ver novas metodologias, com intuito de atrair a atenção dos seus alunos. Mas pensou, porque estou tão preocupada em ensinar e se eles não querem aprender?

Os professores além de estudar na graduação, vivem estudando e se reciclando!

A professora de Língua Inglesa, estava preocupada porque os alunos da sexta série foram mal na prova. Ninguém sabe escrever inglês, mas muitos não sabem nem o português! Pra que me dedicar tanto e fazer recuperação paralela se eles vão todos passar de ano mesmo?

A mudança de grade do Ensino Fundamental para 9 anos, ainda não melhorou a educação.

E o professor Admitido em Caráter Temporário, é chamado de “acetanso”, porque não têm concurso público para ele se efetivar numa escola e dormir tranqüilo. Ele sabe que sendo funcionário efetivo, terá plano de saúde, (talvez o melhor recurso que vai receber) e o mais importante, não precisa mais ficar na fila, no calor insuportável de janeiro.

O governo não faz concuros público, pois é melhor contratar e dispensar, que o INSS paga tudo, pois não tem mais previdência própria, nem BESC...

Na sala de informática, o professor de Ciências quer trabalhar um programa sobre as células, mas o professor (que não é professor) da sala informatizada, diz que a conexão da Internet caiu e que só tem cinco computadores funcionando. Volta para a sala o professor, com “giz e cuspe” e livro didático como recurso, nada tecnológico e de qualidade inferior.

O Estado não pode contratar para a educação quem não é professor, então dá nome pra quem não tem formação em licenciatura.

A servente (a palavra deriva de “servo”) reclama que os alunos escrevem na parede e nas carteiras e não agüenta mais limpar todos os dias, aquelas frases e desenhos obscenos.

Os funcionários da escola, nos serviços gerais são pagos pela APP, que tem que correr atrás do dinheiro para completar no banco.

A coordenadora pedagógica tomou seu comprimido para ansiedade e foi dormir cedo, pois pensou: Amanhã pode faltar algum professor e tenho que substituir e os projetos ficam pra depois, se não aparecer nenhum problema de aluno indisciplinado pra resolver.

Os Assistentes Técnicos Pedagógicos, são considerados "pau pra toda obra".

A diretora, não conseguiu dormir. A escola está pichada, não tem dinheiro pra comprar tintas, tem porta sem fechaduras, tem banheiro entupido e o PDDE só aparece no final do ano quando a escola já está em dívidas com o comércio local.

Os gestores das escolas públicas, principalmente os diretores são professores efetivos em cargos de comissão, pois no estado de SC não tem eleição direta para diretor.

A Supervisora escolar, diz que nunca na história da escola pública, chegou tanto material didático, mas nunca os professores tiveram tanta doença, até parece um corpo doente e não docente! Ás vezes o Governo cuida tanto de uma parte e esquece de outra, talvez a mais importante: “O recurso humano”.

O FUNDEB tem dinheiro para materiais e livros, mas não tem para o pagamento dos educadores que usam este material em sala de aula, a lei não é cumprida.

A Assistente de Educação (secretária da escola) faz a parte burocrática, gera o boletim do aluno no sistema, agora faz também a folha de pagamento e se sair errada, é culpada pela negligência e falta de atenção.

Os pais dos alunos estão divididos. Diz uma mãe: “A greve é necessária sim, coitados dos professores, ganham muito pouco, nós temos uma criança em casa e eles têm às vezes 30”. Outro pai diz - “Cambada de vagabundos, vão trabalhar. Como vamos fazer com estes filhos em casa, só fazendo bagunça”.

A escola muitas vezes é apenas um depósito de crianças, para algumas famílias.

Muito aluno quer estudar para aprender, para fazer ENEM, para ser alguém.
Alguns alunos não querem mais ir pra escola porque sofrem bullying, são chamados para o dinheiro fácil para o tráfico, porque estão cansados de fazer bolinhas de papel, pra jogar nos colegas e nos professores, porque a escola é “um saco” e culpam o professor pela péssima nota no boletim.

E tem gente que acha que a GREVE é imoral ou engorda!

Todos pela educação de qualidade já. Esta luta é de toda sociedade catarinense!

De LUTO pela EDUCAÇÃO


"Aqueles que podem, ensinam.
Aqueles que não podem, criam leis sobre o ensino".

A frase acima está num botton dos EUA, que encontrei no blog. http://jarbas.wordpress.com


Jarbas escreve no blog o seguinte texto que achei muito interessante e vou postar aqui:

Profissão e professor tem a mesma raiz. Ambas as palavras referem-se a trabalho com e como compromisso. Ambas as palavras supõem atuação com base em muita preparação, estudo, dedicação, conhecimento. Ambas as palavras denotam responsabilidade social.

Infelizmente, neste tempo de hegemonia de um neoliberalismo radical e cruel, a profissão de professor virou alvo preferido de gente que se propõe a reformar a sociedade com base exclusiva em critérios da eficiência do deus mercado. Em toda a parte, a culpa pelos fracassos educacionais vem sendo colocada nas receptivas costas dos mestres.
Muita gente que não tem a mínima idéia de como ensinar no cotidiano de uma sala de aula anda inventado regras de como os professores devem ensinar. Essa mesma gente se atribui o papel de avaliar professores.

Comentário de Antonio Nóvoa em entrevista:


Uma política de piso salarial, como a que está sendo implementada no Brasil, é uma condição necessária, mas não suficiente.

A sociedade pede aos professores que resolvam todos os problemas das crianças e dos jovens, e acredita que é na escola que se define um futuro melhor. A sociedade pede quase tudo aos professores e dá-lhes quase nada.

É um contrassenso, para não dizer uma hipocrisia. A profissão de professor necessita de ser revalorizada do ponto de vista salarial, mas também no que diz respeito ao seu estatuto social e profissional.


 E NO BLOG http://professores-sc.blogspot.com/ Sobre a GREVE em Santa Catarina

Palavras de Chico Buarque, força no caminho...

TODOS JUNTOS – CHICO BUARQUE

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia da Educação


Por Rosilda Moroso (Sissa)

A frase: “a educação começa em casa” é bastante conhecida por todos, porque educação não acontece somente na escola, quando falamos em educação logo vem à mente, uma escola, com professores, alunos, livros, sala de aula...


A função da educação é muito mais da família e da sociedade do que da escola, porque a escola sozinha não pode dar conta de toda esta responsabilidade, a de educar, de ensinar e aprender.

Segundo o dicionário Aurélio, educação é: "processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual ou moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social".

Todos devem pensar na função social da escola nos dias atuais, que não tem mais os pressupostos e nem a pedagogia de antes. O mundo gira e muito rápido e a escola não está podendo acompanhar este giro!

A responsabilidade da família não pode ser passada para outra instituição! Cada entidade seja ideológica ou não tem a sua missão, mas tem gente falhando, na tarefa de educar.

Einstein dizia: “A única coisa que interfere com meu aprendizado é a minha educação". Então fica claro, que as duas coisas são diferentes, aprendizagem acontece em qualquer lugar até na escola, mas educação começa com a família, que é a primeira instituição da criança. Mesmo que as famílias também são mais as mesmas, é o local de início da criação para qualquer ser humano.

A educação religiosa é para outra instituição.Todas as famílias, independentemente da sua formação nuclear ou não, processa uma fé e esta atividade será também forte na formação moral e educacional da criança.

Quando Pitágoras no século V, disse "Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.", estava falando na educação familiar, pois a família vai colher os frutos que plantou na educação dos seus.

Acredito que a educação familiar deveria ser completada pela escola, tendo as duas entidades, a finalidade sugerida por Jean Piaget: "A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Páscoa!!!


Temos que viver neste momento o verdadeiro sentido da Páscoa!!!

A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.


A Páscoa é a festa magna da cristandade e por ela celebramos a ressurreição de Jesus, sua vitória, sua morte e a desesperança (Rm 6.9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo somos participantes dessa nova vida (Rm 6.5).

Artigo sobre leitura



A LEITURA COMO ESTRATÉGIA PARA FORMAÇÃO DE CIDADÃOS


Sissa Moroso

O hábito da leitura se inicia na criança antes do aprendizado da leitura e da escrita. Chamamos de letrada, a criança que reconhece a leitura em diversos contextos e lê vários gêneros textuais, sem ser alfabetizada. Quando a criança entra na escola, se for estimulada pela família, terá mais gosto pela leitura e consequentemente se alfabetizará com mais rapidez. Se desde a ternra idade, a criança houve estórias e folheia livros com desenhos, começa a se interessar pela leitura e pela literatura infantil. Cabe às escolas criar estratégias de leitura com seus alunos, como uma forma prezeirosa e nunca como uma obrigação. Devemos considerar a leitura como construção de conhecimento para o desenvolvimento intelectual, ético e estético do ser humano. A leitura ativa o desenvolvimento das linguagens oral e escrita e encoraja a originalidade do pensamento, sempre ouvimos dizer que quem lê sabe escrever bem e precisamos ler em todos as áreas do conhecimento. Conforme prevê os Parâmetros Curriculares Nacionais, o projeto educativo comprometido com a democraticação social e cultural, atribui a escola a função de garantir aos alunos o acesso aos saberes linguísticos, necessários para o exercício da cidadania. Infelizmente, o domínio da leitura e da escrita dos alunos é bastante precário, conforme dados oficiais do MEC. As escolas nunca receberam tantos livros como nesta década, mas muitas escolas tem suas bibliotecas fechadas e sem ninguém pra dar vidas à todos aqueles livros, ou ainda para estimular a leitura dos alunos. E sem educadores leitores nas escolas, fica difícil formar leitores críticos. A escola pode estar cheia de equipamentos eletrônicos dos mais modernos, mas nada substitui a leitura em todos os seus gêneros e materiais: livro, jornal, revista, entre outros. O escritor Monteiro Lobato, é o símbolo da literatura infantil no Brasil e neste ano comemoramos 129 anos de seu nascimento, no dia 18 de abril, através da Lei 10.402/2002 que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil. Uma frase dele representa toda a importância e valorização que ele dava à leitura : “Um país de faz com homens e livros”. A intenção dos livros de Lobato era de ajudar na formação intelectual e moral das crianças e jovens, sua atuação política demonstra isto, pois sofreu perseguições pelos ideais em que acreditava, demonstrando sempre que era um cidadão em defesa da sua pátria.Temos diversos lobatos nas escolas basta incentivar que eles aparecerão. Para tanto, precisamos estimular de forma adequada o processo da leitura e da escrita. No lar devemos ler, cantar e contar estórias para as crianças e na escola fazer da leitura um hábito, resgatar este valor importante que é o caminho para o ser humano, na busca da sua identidade e realização pessoal.

sábado, 5 de março de 2011