segunda-feira, 28 de novembro de 2011

QUEM AMA ABRAÇA



O real significado da palavra "respeitar" vem sendo perdido pelas pessoas. Respeitar é mais do que não ser indiferente, é um sentimento que diferentemente dos outros, pode existir através da sua vontade. Se você quiser, você respeita.

Talvez essa pequena palavra seja a solução para que muitas das brigas acabem em reconciliação. Ao invés de optar pela briga e pelo xingamento, que tal buscar a compreensão? A campanha "Quem ama, abraça" sugere uma idéia diferente: a substituição do desentendimento pelo abraço, e realça as consequências das tragédias.

A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil;

* Seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica;

* 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica;

* A cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no Brasil

Com o intuito de contribuir para o enfrentamento desta tragédia, lançaram a campanha Quem Ama Abraça, marcando os 30 anos do dia 25 de novembro - Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres e os 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A música foi especialmente composta por Gabriel Moura e Rogê, com direção musical de Guto Graça Mello. Dirigido por Denise Saraceni, o clipe contou com a participação de consagrados profissionais e de grandes nomes de nossa MPB que generosamente doaram à causa suas vozes e talentos. A campanha teve, ainda, o brilho da arte de 10 jovens artistas da Nami - Rede Feminista de Arte Urbana.

http://www.quemamaabraca.org.br/

domingo, 20 de novembro de 2011

Gentil do Orocongo - Dois anos que partiu...

Gentil com seu orocongo

Gentil Camilo Nascimento Filho, o Gentil do Orocongo, nasceu em Siderópolis em 1945, foi para Florianópolis ainda na infância morar na comunidade de Mont Serrat (conhecido como morro da bica d’água). Dedicou-se à pesca e apaixonou-se pelo som que vinha da casa vizinha, onde morava Raimundo, filho de um cabo-verdiano (do arquipélago africano de língua portuguesa). Era o orocongo. Gentil, que nunca estudou música aprendeu a tocar de ouvido e a fazer o próprio instrumento. Fabricou um orocongo a partir do repenique a pedido da Escola de Samba Copa Lord. Ele trabalhava como vigia numa escola básica estadual, na sua comunidade.


Quando não estava trabalhando na escola, tocava seu instrumento de origem africana, conforme o músico Marcelo Muniz, diretor de Música da Fundação Catarinense de Cultura, o orocongo se propagou pela África junto com a religião islâmica, mas não deu origem a nenhum instrumento moderno por ser muito sensível: rico em microtons sem sons intermediários. O som do orocongo assemelha-se ao choro humano. Na forma, parece um violino rústico. Com apenas uma corda, tocado por um arco e apoiado na altura do diafragma, o orocongo é confeccionado com a casca de coco ou com o fruto do porongo (também conhecido regionalmente por catuto). O braço é de madeira. Originalmente, a corda do arco era feita de crina de cavalo, e a do instrumento, de tripa. Cada orocongo é único, pois tem uma afinação distinta devido à forma de fabricação.

O repertório de Gentil do Orocongo era baseado na tradição oral das músicas de roda, do Terno de Reis, o Cambucí, Décimas, Xote, Baião e músicas da cultura açoriana. Gentil disse uma vez em um evento do SESC: "É uma satisfação a gente persistir por 40 anos num instrumento meio esquecido e de repente ser reconhecido". Na década de 80, Gentil tocou seu orocongo para a gravação de um CD-ROM "Vozes do Brasil", da editora Ática, e o som plangente do instrumento abre a faixa-título do disco "Vou Botar Meu Boi na Rua", do grupo Engenho.

O instrumentista era o único brasileiro que tocava o orocongo, o que tem lhe garantiu convites para se apresentar por todo o país em projetos diversos. Em 2003, O músico foi a atração de mais uma temporada do Circuito Catarinense de Música e em 2006, na terceira etapa do projeto Sonora Brasil do Sesc em Pernambuco, o músico Gentil do Orocongo e seu Conjunto, participaram do evento como atração musical e gravaram um cd na cidade. No mesmo ano, o público catarinense teve a oportunidade de ver Gentil do Orocongo, mais uma vez, tocando na programação inaugural de um Espaço Cultural, em um tributo a Cruz e Sousa. No ano de 2007, O cineasta Lur Gomez cruzou com aquela figura tão particular, tirando sons daquela única corda. Viu aquele homenzinho tocando na Felipe Schmidt e decidiu fazer um documentário sobre a fabricação do orocongo.

No dia 19 de novembro de 2009, morre aos 64 anos, devido complicações por causa da Diabete. Gentil passou um período internado, mas faleceu em casa. Amigos e conhecidos se despediram dele no Dia da Consciência Negra. O Brasil perdeu uma figura impar de SC, que ficava com seu exótico instrumento, no Mercado Público, que contavam a história da sua vida e da música, da cultura afro-brasileira e catarinense.

FONTE:
http://www.clicrbs.com.br/blog
http://www.sesc-pe.com.br/
http://www1.an.com.br/
http://www.floripacultura.com/
http://www.flickr.com/photos/marcelandrioli/page2/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coordenadores Pedagógicos de SC


Os Assistentes Técnicos Pedagógicos (ATPs) reunidos em Florianópolis, de 24 a 26 de outubro, durante o evento EDUCASUL 2011,  receberam nova denominação:  Coordenadores Pedagógicos, juntamente com os Especialistas da Educação (Supervisor, Orientador e Administrador escolar) formamos agora uma equipe pedagógica com mais força e união para lutar pelos  ideiais e melhoria de trabalho da nossa categoria. Esta foi a promessa do Secretário de Estado da Educação, com apoio de Gilda Mara Diretora da Educação Básica e Profissional da SED.

Esta nova associação tem um blog próprio para comunicação http://acpsc.blogspot.com/

ESTE EVENTO FOI O MEU PRESENTE DE ANIVERSÁRIO!
Sissa, Carla  e Fátima