sábado, 9 de setembro de 2017

Café, Vinho e Poesia


Em 15/07/2017 participei do evento Café, Vinho e Poesia no Restaurante Café com Mistura em Criciúma/SC.
Apresentei o esboço do meu futuro livro infanto-juvenil: "O Enigma de Zaki".
Foi um prazer estar no meio de escritores com tanta competência e criatividade! Parabéns à coordenação pelo evento cultural que já está na sua IV Edição.

Com amigos: José e Nadya Zabote




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

28 ANOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL



CONSTITUIÇÃO CIDADÃ – 28 ANOS...

         Rosilda Mara Rodrigues Moroso


Nossa Constituição Federal, no dia 05 de outubro, completará 28 anos de aprovação na Assembleia Constituinte de 1988, já passou a maioridade “faz tempo” e todos os dias são colocados mais itens e são feitas mais legislação, para dar conta de explicar tantas mudanças na sociedade, depois da “nova” constituição brasileira.
Nosso país, após sofrer 21 anos de ditadura militar, na década de 80 teve as Diretas Já, e com ela a tão sonhada democracia. Temos mais tempos de democracia, agora, do que tempos de chumbo, ainda bem!  Nos anos 90 tivemos um “Impeachment”, ou seja, um impedimento de governar com o “Fora Collor”, mesmo tendo a palavra em inglês, o movimento foi dos brasileiros “cara pintada”, que não eram índios, mas muitos descendentes deles.
Neste ano tivemos outro "Impedimento", com uma nova roupagem e alguns dizem que foi "golpe" outros dizem que os brasileiros estavam cheios de tanto mensalão e corrupção...
Nossa época agora é reprovação e de negação dos problemas sociais e políticos atuais, alguns escondem a cara, uns por maldade outros por vergonha? Deveríamos ver a cara dos congressistas, que não precisam pintar a cara, pois muitos deles têm a “cara de pau” de passar a perna em todos os seus eleitores, no Congresso Nacional. O povo é outro, neste milênio, mas elegem os mesmos políticos de sempre! Precisamos usar a educação e formar novos políticos mais cidadãos e conscientes de seus deveres com o povo.
Apesar da lei, ser clara que a educação é dever do Estado, ainda temos muitos problemas para resolver na educação, mesmo depois da “Nova LDB” de 96. Ainda temos crianças fora da escola, temos escola autoritária sem gestão democrática e o salário dos professores, o “piso” ainda não contempla toda a classe de educadores neste país, que tem a Lei de Responsabilidade Fiscal, que os governantes usam para não pagar o Piso dos Professores. Temos um país, que faz leis, onde uma lei atrapalha a outra e os direitos dos cidadãos muitas vezes não são cumpridos.
Nas discussões na CONAE 2010, ficou firmado o compromisso de colocar no Plano Nacional de Educação, a Lei de Responsabilidade Educacional, que por fim não foi aprovada, pois os políticos dizem que já existe a Lei de Responsabilidade Fiscal e quem não cumpre com a legislação pode virar um "ficha suja".  
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, primeiro é dever da família - que vem na frente da obrigatoriedade do Estado, garantir educação. Com a democracia, o Estado ficou assistencialista e muitas famílias deixaram de cuidar das suas responsabilidades, na verdade o governo tem que oferecer vaga nas escolas, mas a família tem a obrigação de matricular suas crianças e acompanhar seu aprendizado, infelizmente muitos colocam as crianças na escola e pensam que esta tem a obrigação de educar, além de ensinar, outra falta de entendimento da lei.
A educação como bem comum, exige que todos os setores da sociedade se empenhe conjuntamente em oferecer condições de educação a todos os membros da sociedade, por isso foram criadas diversas Políticas Públicas, para dar conta de todos os problemas e/ou garantir direitos aos cidadãos. Mas todos têm acesso as Políticas Públicas, elas são suficientes e dão conta de resolver os problemas sociais?
Vamos esperar nossa constituição fazer Bodas de Ouro e continuar tudo como está, ou vamos pintar a cara de verde e amarelo e melhorar esta situação nas urnas? A luta por democracia e melhores dias continua companheiros eleitores, para que nossos netos e bisnetos possam assegurar seus direitos de fato, senão garantimos nossos direitos agora, vamos lutar pelas futuras gerações, para que tenham um Brasil melhor para se viver, pois nós estaremos velhinhos e precisaremos de boas políticas e bons planos de saúde e viva a democracia!





Curso de Introdução Digital na FCEE

Foto em quebra-cabeça, por meio de uma oficina presencial na FCEE.
Curso Introdução Digital – EDUCAÇÃO ESPECIAL

Estou fazendo este curso neste ano, organizado pela Fundação Catarinense de Educação Especial.
Esse curso é destinado aos professores  dos Centros de Atendimento Especializados da FCEE; Gestores, ATPs  e Professores das salas de tecnologia das instituições conveniadas com a FCEE , rede regular  de ensino e Segundo Professor.
A Plafaforma Moodle é o nosso ambiente virtual de ensino e aprendizagem (AVEA). É nesse ambiente que iremos construir um espaço de interação entre o docente-discente por meio da Internet.
Este curso  inicia no dia 01 de Agosto e termina no dia 24 de Outubro de 2016.
Tivemos oficinas presenciais nas datas de 19 e 20/09/2016
Na sala do NTE/FCEE vamos conhecer e explorar o Linux educacional, participando das seguintes oficinas:

1.Criar o Blog referente ao Projeto Integrado de Aprendizagem;
2.Utilizar os harwares e softweres existentes;
3.Explorar os jogos do Linux Educacional.
4.Oficina de Palapeli
5.Oficina de Padlet;
6.Oficina de LibreOffice e ou impress.

Curso muito bom, recomendo!

domingo, 6 de setembro de 2015




CURSO GESTÃO ESCOLAR - UNISUL

GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DOS RECURSOS PATRIMONIAIS DA ESCOLA

Estou fazendo o Curso de Gestão Escolar com bolsa do programa UNIEDU/SC.
 Escrevei o texto abaixo para a disciplina de Recursos Patrimoniais na Escola

Estou na área da educação a mais de vinte e cinco anos, passei pela escola pública municipal e estadual e escolas privadas.  Fui coordenadora pedagógica nas três esferas. Atualmente atuo na escola estadual como assistente técnico pedagógico. Neste meu percurso profissional, me deparei com vários tipos de escolas, professores, alunos, pais e gestores. Percebi que onde tem organização, capacitação permanente dos educadores, participação da família e compromisso dos políticos e gestores, a escola é cuidada por todos, tem educação de qualidade e tem gestão democrática.
Infelizmente em muitas escolas públicas temos depredação, descuido, escolas deterioradas, com falta de reformas e de projetos de Educação Preventiva como: educação patrimonial, educação fiscal e educação ambiental.
Revendo a história da educação no Brasil, podemos perceber que muitas coisas foram feitas de forma lenta e errônea e tudo fizeram para que a educação não melhorasse, pois era mais interessante um povo sem cultura escolar, para manipular e garantir poder político e financeiro de uma minoria, que detinha o além do poder, o conhecimento. 
Temos ainda as relações de poder na escola, a falta da tal democracia, a questão de gênero e da violência, tão presentes nas escolas. Com certeza, os sujeitos que praticam violências, foram alunos que não tiveram oportunidades de educação.
Todo gestor escolar deve ter o compromisso de melhorar o ambiente escolar em todos os sentidos, desde o acesso à educação sem distinção até o sucesso escolar dos alunos. 
No projeto político pedagógico escolar, que deve ser feito no coletivo, deve compreender ações e projetos educativos para a conservação do patrimônio escolar. A escola precisa ser bonita, conforme Paulo Freire que fala da “boniteza”; Todos gostam de ficar num ambiente limpo, arrumado e atraente.  Os alunos devem ser chamados a cuidar do seu patrimônio, que um dia será de seus filhos também.

Parafraseando Cortela: “Todo mundo pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos. Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o planeta?”



sexta-feira, 24 de abril de 2015

A greve como parte do currículo


O orientador de Estudos professor Alex Borges Alano e seus professores cursistas, do curso PNEM/SC, escreveram o texto abaixo, sobre a greve dos professores de SC e uma relação com o caderno do curso.
 
                                                       A greve como parte do currículo

O caderno de Linguagens, da II etapa do PNEM, nos propõe uma reflexão sobre o currículo, a metáfora da árvore e o fazer pedagógico e sua relação com a formação humana integral dos estudantes (p. 41).
A formação humana para ser integral precisa ultrapassar os muros da escola. Sabemos que o professor ensina mais que a matéria que leciona, pois somos professores mesmo fora das salas de aula. Nossa postura perante às questões sociais, em nossas relações humanas, expressam nossos valores fundamentais e demonstram na prática nossa coerência ou hipocrisia.
Buscamos nos estudos do PNEM melhor preparo para propiciar aos nossos estudantes uma educação que lhes permita o desenvolvimento das faculdades necessárias ao pleno exercício da cidadania. Ser cidadão pleno é ter autonomia intelectual, capacidade de buscar e desenvolver conhecimentos de forma crítica e consciência dos direitos e deveres. Além de condições de aplicar esses conhecimentos na conquista, manutenção e ampliação dos direitos e contribuir na construção de uma sociedade dentro dos parâmetros desejados coletivamente.
Para isso, além do conteúdo disciplinar, importam também os métodos, os objetivos e os valores presentes na base do processo, partes integrantes do currículo escolar, como nos lembra a referida metáfora da árvore.

“As reflexões que contemplem a árvore no seu todo podem ser relacionadas à ideia de currículo como processo político, permeado por questões ideológicas e, assim, de poder, conforme nos lembra Silva (1999). O olhar para as folhas, nessa perspectiva, não ocorre de forma isolada do todo, mas sim a partir da ideia da atividade pedagógica como atividade complexa. Pensar em conteúdos e técnicas demandará, nesse sentido, a reflexão sobre o que fazemos, aliada à problematização acerca do modo como fazemos e do por que fazemos da forma como fazemos. Não menos importante é a reflexão sobre os impactos que nossas escolhas e ações podem vir a ter na vida dos estudantes e da sociedade como um todo”. (Etapa II – Caderno IV: Linguagens, p. 40 – grifo nosso).
Queremos uma educação pública, laica, gratuita e de qualidade. Para garantir isso, precisa haver investimentos massivos na estrutura material e na formação e remuneração adequada dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. Contudo, o atual governo ameaça reduzir o investimento na educação e retirar direitos do magistério. Ação que resultará em precarização do trabalho e, consequentemente, diminuição da qualidade dos serviços prestados. É notório que professores adoecidos pelo excesso de atividades e mal remunerados não terão condições de zelar pela qualidade do ensino.
Não se trata, portanto, somente dos direitos dos professores e professoras, mas do direito de todos nós, cidadãos e cidadãs. Aqui cabe o destaque na citação acima, pois fazer ou não a greve tem uma consequência direta na vida dos estudantes e da sociedade como um todo. Traçando um paralelo entre professor grevista e não grevista, podemos dizer o seguinte: o primeiro ensina que quem não luta por seus direitos, não é digno deles; o segundo, ensina a submissão à ditadura; um, sacrifica o próprio presente (salário, cansaço, aula...) para salvar o futuro coletivo (carreira, condições de trabalho, qualidade da educação...); outro, prefere salvar o que é seu, sacrificando o futuro de todos; o grevista honra o compromisso com as gerações anteriores, que lutaram pelos atuais direitos; o não-grevista põe no lixo décadas de lutas; o primeiro mostra que devemos ocupar o espaço que conquistamos; o segundo insinua que devemos aceitar o espaço que nos é imposto; enfim, o professor grevista se torna exemplo de que podemos ajudar a escrever a história do jeito que queremos; o professor não-grevista se faz marionete dos que estão no poder e conduz os estudantes a viver uma história que outros escreveram.
Por essas razões, afirmamos que a greve faz parte do currículo, seja pelas motivações que conduzem ou não o professor à ela, seja pelos efeitos que sua realização ou não provoca na vida dos estudantes e da sociedade. Não apesar de, mas por causa de todas as contradições surgidas ao longo e ao largo do movimento grevista, este se torna espaço e momento privilegiados de formação cidadã. As assembleias, as passeatas, os debates nas redes sociais, os confrontos políticos enfim, evidenciam grupos e interesses opostos nas disputas pelo poder, apontam líderes positivos e negativos e transparecem as coerências e ou contradições entre seus discursos e práticas.
Por outro lado, as propostas dos governos e suas reações às manifestações grevistas demonstram seu posicionamento perante às lutas de classes e sua afinidade ou não com a democracia que tanto almejamos.
Pressupondo a prática como critério da verdade, isso tudo possibilita aos estudantes enxergarem como se dão as disputas pelo poder, que mantêm ou transformam a sociedade na direção dos grupos vitoriosos. Permite-lhes avaliar cada agente social, individual e coletivamente, e tomar uma posição consciente nessa disputa, saindo da posição de meros espectadores.
Assim, podemos concluir que professor lutando também está ensinando.

Referência:
Brasil. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, Etapa II - Caderno IV: Linguagens / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica; [autores: Adair Bonini... et al.]. – Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2014. 47p.


domingo, 12 de outubro de 2014

A HISTÓRIA DA INFÂNCIA E O DIA DA CRIANÇA

Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) – ATP na E.E.B. Prof. Pedro da Ré

O mundo todo tem um dia dedicado à criança. No Brasil esta data foi instituída através do Decreto nº 4.867 de 1924. Mas somente em 1962 é que a data foi realmente comemorada, porque uma empresa de brinquedos fez uma promoção denominada “Semana do Bebê Robusto”.
Sabemos que na história da infância, a criança nem sempre foi tratada como deveria. Foram necessárias muitas leis e campanhas, para que a criança fosse reconhecida e com necessidades diferenciadas, pois está em pleno desenvolvimento.
A literatura mostra que na Idade Média a criança era considerada como um “adulto em miniatura”, tanto que vemos pelas fotos da época o traje das crianças e que também tinham que se comportarem como adultos. E em alguns países a criança era considerada como anjo e em outros era tratada com indiferença. A criança com defeito era assassinada, colocada na “roda dos enjeitados” ou ainda escondida da sociedade no caso de deficiências. Hoje temos a lei da inclusão e da acessibilidade.
No Brasil a primeira vez que a sociedade pensa na criança é em 1891, quando foi determinado num decreto, a proibição do trabalho infantil, como idade mínima de 12 anos.
Somente em 1927, quase quatro décadas depois, é promulgado no Brasil, o Código do Menor, que passa a ser um documento legal para proteção dos menores de 18 anos. Depois deste código que surgiu pela mobilização mundial pelos direitos das crianças, aconteceram outros fatos como: criação da ONU, da UNICEF e foi aprovada a Declaração dos Direitos Humanos no mundo, que revolucionou a forma de ver todas as pessoas como cidadã com seus direitos preservados.
             No ano da Ditadura foi criada a FUNABEM (Fundação do Bem Estar do Menor), mas sabemos que com ela veio a FEBEM e toda tortura possível às crianças e adolescentes menores infratores, assim como todos os adultos na época da repressão.
Um marco importante em defesa da criança foi à criação da Pastoral da Criança em 1983, que pela coordenação da CNBB, através de um trabalho árduo, conseguem fazer a proteção integral e evitar a desnutrição do país, até os dias de hoje.
Com a abertura política, após a ditadura, veio a nova constituição de 88, a nova LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), pudemos ver então, as mudanças e a execução de ações em favor da educação, do lazer e da saúde sempre pensando no bem dos “menores” – termo descartado em todos os documentos atuais, depois do Código do Menor.
Para que todos os cidadãos sejam sujeitos de direitos e principalmente as crianças, não são necessárias mais leis e decretos, são necessárias Políticas Públicas em favor dos brasileiros, para que todos tenham emprego e salário justo, para não precisar dar Bolsa Família para garantir alimento e educação para as crianças.
Precisamos que todos os educadores sejam valorizados e bem remunerados, para que a educação seja de qualidade. Precisamos que o Conselho Tutelar tenha condições de trabalho e que não precise ser acionado, para os pais mandarem as crianças para e escola.
Precisamos que os políticos pensem no bem estar das crianças do Brasil e não do seu próprio bem estar e de seus filhos. Que no setor da saúde tenha uma boa gestão, para garantir uma vida mais saudável para todos, principalmente na área da proteção ao uso indevido de drogas, porque o crack está matando nossas crianças!
No Brasil, o dia 12 de outubro também comemora do Dia da Padroeira do Brasil, esta Mãe que sofreu perseguições e más condições, por causa da má política e do preconceito, isto a mais de dois mil anos...

Estes dois fatos estão muito ligados: mãe e criança, dois seres que precisam de proteção. Precisamos de um Brasil mais humano, com crianças “robustas”, bem educadas, com saúde e mais conscientizadas politicamente, para que possam ser os futuros cidadãos, que saibam aplicar bem o dinheiro público, para que ninguém mais tenha que dar à luz a uma criança, em uma “estrebaria” e que todos tenham seus direitos garantidos na prática e não só na lei.

sábado, 20 de setembro de 2014


O PRECONCEITO VELADO E O “MA-CA-CO” SEM SOM

Rosilda Mara Rodrigues Moroso – Psicopedagoga

Crônica publicada no Jornal Diário de Notícias de Criciúma/SC em 09/09/2014


Muitas pessoas dizem que não tem preconceito, que até tem amigos (as) negros (as) e/ou gays, parece que estão fazendo favor, ter estas pessoas no seu círculo de amizade. Mas o pior mesmo quando alguém diz: “aquela pessoa é negra, mas tem alma branca”; Este tipo de preconceito velado, ainda é pior do que aquele que é explícito e que às vezes não sai som, como a moça gritando no estádio de futebol: ma-ca-co, dito em sílabas bem pronunciadas, para ser entendida no bom português, para todos “ouvirem” e o mundo todo ouviu e muita gente não gostou!
Os valores e os bons costumes saíram de moda e já faz tempo. Agora é a violência do “bateu, levou” que é bem diferente do “dar a outra face”.
 A questão da homofobia, onde as pessoas dizem: eu aceito a homossexualidade, desde que... Ou seja, sempre tem um desde que, não vejo, não seja na minha frente ou na frente das crianças, e assim por diante.
O que se ouve por ai, é que a sociedade mudou, mas a sociedade é feita de pessoas e quem muda são as pessoas, e em pleno século XXI, temos que fazer leis, para poder garantir o direito do outro, pois a Declaração dos Direitos Humanos, presente no mundo todo, a mais de sessenta anos, parece que não deu conta disso.
A tecnologia com todos os seus problemas éticos, tem servido para a reflexão na sociedade atual, porque as leis por si só não dão garantias para ninguém, tem que ter imagem de fotos ou filmes, gravações e outros recursos tecnológicos, para poder provar que houve preconceito, discriminação, intolerância ou ainda racismo.
A palavra humana parece que tem validade apenas na tradição oral, lá no continente africano, bem longe. Mas tão perto de todos nós! O fato de que muitas pessoas acham que nós humanos, descendemos do macaco não é realidade, mas que a África é o berço da humanidade, a ciência não tem dúvidas.
Os primeiros humanos surgiram no continente africano, onde foram encontrados os fósseis mais antigos de primatas do planeta, lá aparecerem os primeiros bípedes, alguns se extinguiram, mas outros sobreviveram. É desses grupos que surge, graças às mudanças evolutivas, a espécie humana atual.
Estes nossos “parentes”, viveram em cavernas, comendo vegetais até descobrirem o fogo, foram se adaptando as condições climáticas, disputando alimentos e água e vivendo em conflitos, assim como na atualidade: “quem pode mais, chora menos”.
Estes homens criaram invenções de pedra para sua sobrevivência. E hoje, muita gente joga pedra nas pessoas, tem gente que pega a pedra e faz uma invenção e tem gente que prefere jogar pedra, através de palavras e todo tipo de xingamento, para ferir e mostrar que é diferente. Diferente do que? De quem? Se todos, viemos do mesmo grupo e se Deus disse que somos semelhantes, quem tem o direito de atirar a primeira pedra?
 Os nossos ancestrais (africanos) eram nômades e viajaram pelo mundo. Os cientistas afirmam que esta migração aconteceu também para fora do continente africano, pouco a pouco, foram se misturando e originando outros povos, surge aí o Homo sapiens.  E tem gente criando preconceitos com os ganeses que estão chegando, eles vão se misturar também, constituir famílias e a cidade vai mudar o seu censo de povo “descendente de europeus”. E daí? Todos gostam de feijoada, samba, carnaval e danças, quem trouxe estas culturas para nós brasileiros natos?
Se nós somos humanos, deveríamos ter Humanidade, nos relacionado bem com todas as diversidades, com todas as culturas e etnias. Somos um Brasil da cor negra, amarela e branca, desta mistura se deu o “homem/mulher brasileiro (a)”.

Para combater o racismo no país, foi necessária a criação da lei 11645, que estabelece as diretrizes para a inclusão obrigatória do tema: “História e Cultura Afro-brasileira e indígena” no currículo da escola, para que desde pequena, a criança na sala de aula e na sociedade, aprenda a conviver com as diferenças e saiba respeitar todos os seres humanos, sem distinção. Mas precisamos de professores comprometidos com esta temática, para que ninguém mais neste país coloque fogo num índio dormindo na praça ou que chame de “macaco” os seus semelhantes.