terça-feira, 29 de outubro de 2013

Crônica: "O currículo oculto e o IDEB


O CURRÍCULO “OCULTO” E O IDEB

Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa) –

Publicado em 13/08/2009 - http://atpedagogico.blogspot.com.br/


Já estamos no segundo semestre e logo vai começar as provas do MEC: Provinha Brasil, Prova do SAEB, ENEM, ENSEJA, as Olimpíadas da Matemática e as escolas precisam preparar seus alunos para esta realidade.
Existe uma meta do Ministério da Educação para que o IDEB do Brasil melhore a cada ano, pois temos que chegar ou igualar a media 6,0, igual aos países desenvolvidos. Nas escolas particulares, que já vivem na concorrência por mais clientes e melhores classificações nos vestibulares, agora fazem até cursinho para melhorar as notas do ENEM. Enquanto as escolas públicas fazem de tudo pra tentar melhorar a sua qualidade de ensino.
Todas as escolas têm seu currículo, que na sua etimologia quer dizer corrida, um caminho a ser realizado. As escolas seguem seu currículo descrito nos planejamentos, para ensinar os conteúdos “historicamente acumulados” como referência para a reprodução do conhecimento. Mas infelizmente, temos o currículo oculto, que aparece todos os dias na realidade das escolas e que precisa ser trabalhado, até para melhorar as relações dentro das unidades escolares.
Temos ainda as relações de poder na escola, a falta da tal democracia, a questão de gênero e da violência, tão presentes nas escolas. Os professores precisam colocar como conteúdo a realidade dos seus alunos, não adianta correr com o conteúdo escolar, se o aluno precisa é entender como resolver seus conflitos pessoais, como entender os valores de “quem pode mais chora menos”, tentar diminuir a marginalidade, os problemas ambientais e a falta de valores nesta sociedade atual.
Outro dia, uma professora mandou pesquisar na Internet os conceitos de fraternidade, honestidade, lealdade e os alunos não encontraram, pois estes valores devem ser aprendidos na família e utilizados pela escola na prática, não se acha estes conteúdos por aí, tem que vivenciar.
A escola deve parar de dar conteúdos supérfluos, falar de heróis como Zumbi e não só de Tiradentes, ensinar bem as quatro operações de fato e não só como usar a calculadora, ensinar a escrever e não somente copiar. Com o acordo ortográfico fica mais difícil, não de ensinar os alunos que ainda pouco sabe de gramática, mas de mudar a forma de escrever dos educadores.
As formas de avaliação nas escolas devem mudar, porque os questionários não levam a nada, as questões atuais são problematizas e com aspectos dos conhecimentos do dia-a-dia. As questões de matemática são simplesmente interpretação da realidade e quem não discute na escola questões da atualidade não sabe responder questões simples da vida.
Tudo que é novo gera insatisfação, pois temos aversão à mudança. Nossos alunos não são mais os mesmos e os professores precisam dar conta disso. Se todos entenderem o currículo oculto e tentarem colocar dentro dos conteúdos curriculares, será muito melhor nossa educação, pois com o ENEM e os vestibulares requerem a mudança na forma de dar aula, pois a prova é relacionada com a realidade, se a escola quiser melhorar seu IDEB, precisa mudar seu currículo e a sua prática pedagógica, pois uma coisa é trabalhar na sala de aula os temas descontextualizados, outra são os conteúdos que preparam para a vida, para sempre.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cidadania planetária e sustentabilidade



CIDADANIA PLANETÁRIA E SUSTENTABILIDADE

Artigo publicado dia 05/06/2013 no jornal Diário de  Notícia de Criciúma/SC


O tema ambiental não pode ficar na discussão somente na Semana do Meio Ambiente, este é o tema da vida, e vida não pode ser discutida e refletida somente em data comemorativa.
Nosso país é um dos mais diversificados do mundo, abriga 20% de toda diversidade do planeta. Possui sete biomas, engloba várias zonas climáticas e tem um continente de 8,5 milhões de Km².
Sobre a realidade ambiental: a água, contamos com somente 0,3% de água doce potável disponível, da qual por causa da poluição somente 0,1% é realmente própria para consumo. Um ser humano produz cerca de 1,5 Kg de lixo por dia, no Brasil 2% do lixo é reciclado e cerca de 88% do lixo doméstico brasileiro vai para os lixões.
A população brasileira não para crescer, atualmente somos 190.755.799 habitantes e esta população está irregularmente distribuída no território, pois há regiões densamente povoadas e outras com baixa densidade demográfica e todo mundo usando água e produzindo lixo.
Por isso, a sensibilização ambiental deve surgir nos pequenos gestos, como não jogar lixo pela janela do carro, não jogar bituca de cigarro no chão da rua - não fumar e não usar drogas seria o ideal! Fazer reciclagem, denunciar as empresas poluidoras, não caçar, não desmatar, não fazer queimadas e não poluir para ganhar mais dinheiro, pois um dia, não teremos água nem comida e o dinheiro não servirá para nada, já falava o índio de Seathe para o grande chefe.
Nos dias de hoje o tema da vez é a sustentabilidade, que é o desenvolvimento presente garantindo o futuro das próximas gerações. O que cada um de nós faz de ação sustentável? Como faço para garantir que os meus descendentes poderão desfrutar os recursos naturais no futuro?
Se continuar às ações humanas com o consumismo irresponsável com possibilidade de esgotamento dos recursos naturais, com todo tipo de poluição, teremos diversos impactos ambientais, sociais e geopolíticos neste país.
No Brasil, vem acontecendo muitos “desastres naturais”, como enchentes, deslizamentos, vendavais, tempestades, incêndios florestais e até ciclone extratropical, é a ação humana modificando o clima de forma catastrófica, pois temos a lei do retorno e colho aquilo que planto.
Nossa região tem a Reserva Estadual do Aguaí com seus animais e sua flora preservada, a barragem do Rio São Bento fornece água para várias cidades e tem até evento náutico, mas já fomos uma região poluída pela extração do carvão. Com as mudanças na legislação ambiental e luta da sociedade civil, mudamos esta característica. Mas ficaram rios poluídos, chuvas ácidas e terras inférteis! Coisas que nem o tempo e nem a tecnologia deu conta de mudar, mas falta ainda vontade política pra mudar este quadro.
São pequenas atitudes conscientes que cada um faz pelo meio ambiente que forma uma rede de proteção. Temos o exemplo da história do passarinho que queria apagar o fogo da floresta sozinho, enquanto o elefante ficava só olhando e desmotivando-o. E o que ele respondeu? Se cada um fizesse a sua parte, o mundo estaria melhor!
A luta agora é pra melhorar nossa qualidade vida, além da preservação ambiental, com alimentação adequada, atividade física e mental, emprego e renda e uma vida com mais saúde. A educação ambiental é outro estudo temático importante para o currículo escolar e para a educação familiar, pois o bom exemplo começa em casa, nas famílias das crianças.

Precisamos urgentemente inverter o debate sobre sustentabilidade: “Que planeta vamos deixar para as futuras gerações? Ou que filhos vamos deixar para o planeta?”

domingo, 2 de junho de 2013

Curso de Educação Ambiental - EAD


Estou fazendo uma CAPACITAÇÃO ONLINE SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, com o TEMA: “Escola Educadora Sustentável”, com carga horária de 40 horas, Pela Editora Brasil Sustentável.

                                 http://brasilsustentaveleditora.com.br

Curso muito interessante com material impresso (livros) de ótima qualidade de material e conteúdo e material on line com textos e slides muito bons. Estou aprendendo muito com este curso.




Curso Coordenação Pedagógica - UFSC



Estou cursando Pós-graduação de Coordenação Pedagógica pela UFSC, curso com 450 horas sendo na modalidade EAD com TCC e com término em 2014.

"A proposta de um curso de formação continuada para os profissionais que atuam na área da coordenação pedagógica nasce do reconhecimento da importância desse profissional para a melhoria da qualidade do ensino brasileiro. De fato, o Coordenador Pedagógico, sendo um membro da equipe gestora da escola, desenvolve o importante papel de articulador e integrador dos processos educativos. Espera-se, pois, que sua atuação e seu trabalho contribuam, de maneira significativa, para que se realize no interior da escola um ambiente educativo capaz de promover o desenvolvimento da aprendizagem, do conhecimento, do trabalho coletivo e interdisciplinar, da ética e da cidadania, na perspectiva de uma educação e uma sociedade cada vez mais inclusiva". (Projeto do Curso)

Objetivo Geral: Formar, em nível de pós-graduação lato sensu, coordenadores pedagógicos que atuam em instituições públicas de educação básica, visando à ampliação de suas capacidades de análise e resolução de problemas, elaboração e desenvolvimento de projetos e atividades no âmbito da organização do trabalho pedagógico e do processo de ensino-aprendizagem;

ATPs e especialistas com tutora Graciele Belolli na primeira aula presencial


"A coordenação pedagógica é uma assessoria permanente e contínua ao trabalho dos professores".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A folia do carnaval e o arrocha!


A FOLIA DO CARNAVAL E O ARROCHA!


Rosilda Moroso (Sissa) - Pedagoga

O carnaval é uma festa popular que teve origem na Grécia, quinhentos anos antes de Cristo, era uma festa para agradecer os deuses pela fertilidade do solo e pela produção dos alimentos e com o tempo a igreja católica adotou a festa. Na antiguidade o carnaval era realizado festejos onde se comia, bebia e tinha a busca pelos prazeres e tudo isto antes da quaresma, mesmo todos sabendo da origem da palavra “carnis valles” que em latim significa “prazeres da carne” .

Com o carnaval surgiu a música e com ele as marchinhas, onde prevalecia o improviso, o lirismo, o humor, a malícia e a ironia. E as músicas estavam sempre relacionados as prazeres da carne, tal como “vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval” e “eu vou para a maracangalha, eu vou”, “tá todo mundo dando, tá todo mundo dando meia volta no salão”, “bota a camisinha bota meu amor” e assim por diante.

A ideia de que no carnaval ninguém é de ninguém e vale tudo, surgiu da própria maneira de curtir a vida nestes dias de folia. São dias para beber até cair e apareceram muitas marchinhas falando sobre isso: “chegou a turma do funil, todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto”, “tem nego bebo aí”, “só não quero que me falte a danada da cachaça” e “as águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrar”.

Neste tempo o carnaval de salão podia ter bebida em garrafas, hoje nem pensar, tudo em lata ou copo de plástico, pois pode ter briga e muita gente se machucar. Lembro-me bem ao entrar no salão com meus pais para pular o carnaval, tinha cheiro de suor e cerveja e mais no final da noite, sentia-se o cheiro do lança perfume, que era proibido, mas ninguém falava nada se via alguém usando.

Hoje as drogas são muito mais pesadas! Antigamente tinha até pó proibido como diz a música da década de sessenta: “vem cá seu guarda, bota pra fora esse moço, que está no salão brincado com pó-de-mico no bolso. Foi ele, foi ele sim, quem jogou o pó em mim”.

Com o tempo, os grandes bailes dos clubes e os blocos de rua, que eram animados pelas marchinhas e batucadas de samba, foram perdendo o interesse da juventude, ficando somente na lembrança dos mais velhos, assim como eu.

O que escutamos nos dias de carnaval atualmente é uma mistura de sons que sai dos carros abertos, disputando o som mais alto e eu fico cantando: “quero voltar àquela vida de alegria, quero de novo cantar”, pois não consigo acompanhar o ritmo de tanta música diferente. Quando penso que aprendi a dançar e cantar funk, chega o tal de arrocha! E fico pensando num “balancê, quero dançar com você”, mas hoje a dança é coletiva, onde todos fazem o mesmo movimento, pois “a mulherada gosta, o homem entrou no clima, toca aquele arrocha, que as mina pira”. “E se você quiser pode dançar largadinho”, que é a dança do momento!

Desde o “Maria sapatão, sapatão de dia é Maria de noite é João” do Chacrinha, criou-se outras marchinhas para se referir a opção sexual das pessoas, assim como: “olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?” Pois no carnaval muita gente pode se soltar, sair do armário e curtir a música: “sassassaricando, todo mundo leva a vida no arame”.

As marchinhas que escutamos hoje no rádio e na TV são músicas para chamar a atenção da população para os problemas da questão ambiental: “Tá com vontade de fazer xixi, não faz aqui!” e “Não jogue lixo no chão, seu porcalhão”, entre outras.

Mas o tema mais importante ainda é sobre o disque 100, para não fecharmos os olhos sobre a questão da exploração sexual infantil, em qualquer cidade do país e que não acontece somente no carnaval, mas durante o ano todo.

Todos dizem que o Brasil começa a viver o novo ano somente depois do carnaval, então feliz ano novo pra todos e vamos cantando, dançando e aplaudindo todos os ritmos, não importa se é axé, reaggue, pagode, rock, pop ou samba, o que importa é que têm espaço pra todos e que moramos num “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza, e em fevereiro tem carnaval, tem carnaval”.